
« Nesta curva tão terna e lancinante, que vai ser - que já é! - o teu desaparecimento... digo-te adeus...»
Sabes?... eu vi a tua partida que ainda não aconteceu. Mas sei que estando aqui já partiste. O etéreo era pouco para ti, anjo criador de ilusões, anjo conselheiro, velho sábio do ensino, druida das palavras, mestre do conhecimento. Na minha queda abrupta a certeza da vilania do orgulho, da tirania de uma lâmina impiedosa e da torpe fraqueza de não escolher um caminho. Certo ou errado, um caminho. Era fácil, meu velho... não havia um caminho errado porque ambos convergiam nas margens do rio da vida onde Caronte não cobrava a passagem...
Mas tu não caíste... tu desceste graciosamente com a serenidade que te caracteriza. Contemplo-te agora, na encruzilhada onde ainda me encontro, vendo-te desaparecer aos poucos no caminho que trilhaste. E quase que jurava que já oiço as águas...
Ergo a espada e ajoelho-me agora, anjo. Sim, estou a abençoar a tua caminhada.
Até sempre, Anjo Novalis.
Mas tu não caíste... tu desceste graciosamente com a serenidade que te caracteriza. Contemplo-te agora, na encruzilhada onde ainda me encontro, vendo-te desaparecer aos poucos no caminho que trilhaste. E quase que jurava que já oiço as águas...
Ergo a espada e ajoelho-me agora, anjo. Sim, estou a abençoar a tua caminhada.
Até sempre, Anjo Novalis.