
Embalo-me, agora. A Moonlight Sonata é a mãe de lágrimas que amamenta o meu sentimento. Que ainda aguardo sentir... ao longe um sino desperta-me e recorda-me o segredo. Termino a viagem astral e tento adormecer... adormecer...adormecer...
A casa do bosque era o meu refúgio. Lá esquecia os olhos que me permitiam reconhecê-la. Vida após vida, ciclo após ciclo, aqueles olhos eram o sinal de que também ela vivia. Vivendo em mim o brilho intenso quando os contemplava novamente... e era sempre a primeira vez. Naquele solo repousa o segredo milenar, o segredo Antigo, o mistério derradeiro... naquele solo repousa a explicação de estar a ser acossado por uns olhos existência atrás de existência... avisam-me:
- Não falarás, filho da Luz...
Não falarei... é com a alma que aprisiona os olhos que me exprimo. É com o meu corpo que me exprimo. São as minhas mãos vagabundas que erram na sua carne que me calo. Saio das cinzas em que me prostaram, esmangando-me com o peso do segredo, para o fogo que me faz esquecê-lo... e assim será vida após vida, ciclo após ciclo...
Naquele chão, junto a uma casa do bosque que era o meu refúgio repousa um segredo. Um segredo que devo esquecer porque sou um filho da luz. Um segredo que pertence ao filho do Homem e só Ele pode resgatar...
Há que esgravatar na terra para atingir os céus... há que esgravatar na terra para atingir os céus..
( Água... quero água...)
( Toma vinagre...)
( Traidora, traidora... porque me abandonaste?...)
( Porque és o meu filho muito dilecto e em ti deposito toda a esperança..)
( Não é Ele o teu filho? Porque sou eu castigado, fustigado por ele? Não é ele o filho do Homem?)
( Tomas o lugar dele por seres um filho da luz. Vida após vida, ciclo após ciclo, serás o guardião do segredo que ele transporta... e ela... ele é o filho do Homem, ele tem a Palavra. Tu tens a força e a Luz... caíste, Arcanjo, acata a tua penitência até te devolver as asas...)
Vejo uns olhos junto ao filho do Homem... parte com ele... abandona-me...
- Traidora, traidora.. porque me abandonaste??
Os meus gritos foram abafados pela intempérie que se abateu sobre aquele maldito lugar de caveiras e fantasmas. A terra ficou negra e finalmente adormeci.
...
Acordei agora. Preciso de um duche tépido e de ouvir a Moonlight Sonata. Vou para o bosque...
A casa do bosque era o meu refúgio. Lá esquecia os olhos que me permitiam reconhecê-la. Vida após vida, ciclo após ciclo, aqueles olhos eram o sinal de que também ela vivia. Vivendo em mim o brilho intenso quando os contemplava novamente... e era sempre a primeira vez. Naquele solo repousa o segredo milenar, o segredo Antigo, o mistério derradeiro... naquele solo repousa a explicação de estar a ser acossado por uns olhos existência atrás de existência... avisam-me:
- Não falarás, filho da Luz...
Não falarei... é com a alma que aprisiona os olhos que me exprimo. É com o meu corpo que me exprimo. São as minhas mãos vagabundas que erram na sua carne que me calo. Saio das cinzas em que me prostaram, esmangando-me com o peso do segredo, para o fogo que me faz esquecê-lo... e assim será vida após vida, ciclo após ciclo...
Naquele chão, junto a uma casa do bosque que era o meu refúgio repousa um segredo. Um segredo que devo esquecer porque sou um filho da luz. Um segredo que pertence ao filho do Homem e só Ele pode resgatar...
Há que esgravatar na terra para atingir os céus... há que esgravatar na terra para atingir os céus..
( Água... quero água...)
( Toma vinagre...)
( Traidora, traidora... porque me abandonaste?...)
( Porque és o meu filho muito dilecto e em ti deposito toda a esperança..)
( Não é Ele o teu filho? Porque sou eu castigado, fustigado por ele? Não é ele o filho do Homem?)
( Tomas o lugar dele por seres um filho da luz. Vida após vida, ciclo após ciclo, serás o guardião do segredo que ele transporta... e ela... ele é o filho do Homem, ele tem a Palavra. Tu tens a força e a Luz... caíste, Arcanjo, acata a tua penitência até te devolver as asas...)
Vejo uns olhos junto ao filho do Homem... parte com ele... abandona-me...
- Traidora, traidora.. porque me abandonaste??
Os meus gritos foram abafados pela intempérie que se abateu sobre aquele maldito lugar de caveiras e fantasmas. A terra ficou negra e finalmente adormeci.
...
Acordei agora. Preciso de um duche tépido e de ouvir a Moonlight Sonata. Vou para o bosque...